Desabafo de uma tímida e introvertida


Depois de ler o post Precisamos falar sobre introversão do blog da Flávia Harada me senti disposta a falar sobre algo pessoal, que pelo título vocês já devem saber o que é. Quem lê meus textos e me acompanha em grupos no Facebook talvez não chegue a imaginar que eu sofra com isso, afinal aparentemente me expresso bem, me sinto à vontade para falar sobre diversos assuntos e "apareço" muitas vezes interagindo com a galera tanto no blog quanto no Facebook.

Antes de tudo, eu não sou nenhuma Hannah Montana e uso o blog e as redes sociais como um mundo imaginário e sendo uma pessoa diferente do que eu sou. A Juliana do blog é real, sendo que eu me expresso muito melhor através da escrita, e como sou apaixonada por cuidar de blogs e mexer com tudo que envolva páginas na internet me sento infinitamente mais à vontade por aqui.
Tudo começou quando eu era criança e ia à escola. Eu odiava. Preferia ficar em casa com meus pais e irmãos sabendo que dentro de casa me sentia à vontade. As outras crianças eram faladeiras, brincalhonas e eu não sabia interagir tanto ou tão bem quanto elas. As professoras reparavam nisso e eu era alvo de comentários tanto delas quanto de coleguinhas, o que me fez ter um trauma ainda maior de ir à escola, e ser uma criança chorona.

Eu sentia um mal estar sempre que tinha que participar de festas ou que tinha que fazer algo que lidasse diretamente com uma pessoa não conhecida. Então me levantar para pegar um pedaço do bolo, pedir para ir ao banheiro, dizer que estava com vontade de pedir ou fazer algo eram tarefas que eu evitava. Na minha mente eu ficava as planejando, pensando em fazê-las, mas eu simplesmente não fazia. 

Claro que isso se tornou um empecilho na minha socialização. Enquanto todas minhas colegas estavam em grupos comentando sobre n coisas, eu ficava calada, só observando, porque eu não sabia de nada do que elas falavam. Eu não tinha liberdade para falar sobre os assuntos e nem capacidade de iniciar uma conversa e me introsar. Ficar quieta, observando, pareciam ser tarefas cômodas para mim, mas que às vezes me incomodavam, porque eu parecia ser uma criança com problemas e também traumatizada, o que eu realmente era. Tinha medo de falar ou de tomar qualquer atitude que virasse alvo de chacota para as pessoas.


Quando mudei de escola eu tinha que fazer Educação Física em um outro turno. Eu tinha que me deparar com alunos diferentes, de outras faixas etárias, acompanhando nossa entrada na escola ou participação nas atividades físicas, o que me dava muito medo. Eu já não tinha a menor habilidade para conversar com as pessoas e só me sentia relativamente bem e segura se eu pudesse ficar próximo de pessoas que fossem do meu convívio. Só que muitas vezes essas pessoas não estavam perto de mim para me ajudar.

Como naquela época eu era meio desleixada com a aparência, eu era alvo frequente de humilhações. Eu já era introvertida e triste, e tudo me fazia ter mais medo ainda das pessoas. Pessoas que sequer me conheciam julgavam o meu jeito, o que me deixava ainda pior. "Juliana é tão calada", "Aff, por que você não fala nada?". "Parece uma múmia", "Você não sabe falar não é?". Sendo que eu simplesmente era assim. Eu simplesmente não sentia interesse em falar ou não sabia ou não tinha o que falar.
Eu poderia chegar sorridente para elas, me expressar bem, me soltar, fazer algazarras. Mas eu não era assim. Sempre fui calada, na minha, e quando cheguei à Universidade me deparei com um clima totalmente diferente. Somos totalmente motivados a interagir, fazer perguntas  e comentar sempre. Os outros universitários com facilidade se aproximavam dos professores e participavam ativamente e a única sensação que eu tinha é a de que eu não sirvo para isso. Ficar quieta e anotar no meu caderno era o que me fazia bem, mas eu percebi que alguns professores pareciam ter cisma comigo por conta disso e pensavam que eu tinha alguma coisa contra em relação a eles, mas era simplesmente o meu jeito de ser.

Apresentar seminários é um pouco emblemático pra mim porque as pessoas querem assistir pessoas felizes, que saibam falar bem, se expressar impecavelmente, interagir com o público... Sendo que eu não sei olhar nos olhos das pessoas, não gosto de ser o centro das atenções, e pensar que eu tenho que fingir ser algo que eu não sou me deixa muito mal e me faz querer ter vontade de ir embora o mais rápido possível. Pra quem não sabe faço licenciatura (formação de professores), e quando tive minha primeira oportunidade de estar numa escola eu demorei meses de observação até me sentir à vontade para falar em sala de aula e ser o centro de atenção dos alunos.


Observar é uma coisa que nós tímidos e introvertidos fazemos muito bem. Mas sabe de outra coisa em que também somos bons? Pensar. Toda vez que estamos numa roda de conversa e somos "obrigados" a falar gastamos boa parte do nosso tempo pensando no que vamos falar enquanto que as outras pessoas agem normalmente e estão descontraídas. Não consigo simplesmente ter segurança na fala até porque tenho problema de dicção, então ficar quieta e observando sempre vai ser o mais confortável e agradável pra mim. Bem melhor do que ficar com as pernas bambas ou com a voz trêmula.

Eu já fui bem mais introvertida por conta de problemas com a aparência, autoestima, e outros fatores. Hoje eu sou bem melhor. Em todos os lugares ou projetos que iniciava eu tinha dificuldades para me sentir bem e me comunicar com as pessoas. Era como se os hormônios do mal estar se fizessem mais presentes, a insegurança aumentasse e eu tivesse que enfrentar meus traumas. O primeiro lugar em que eu não me senti traumatizada ao iniciar uma nova atividade foi na academia, em 2015. Mas minha introversão e timidez faz com que eu não saiba conversar com as pessoas ou até mesmo olhar nos olhos delas.
Não vou nem falar que não gosto de festas de aniversário, e nem me imagino tendo um casamento estrondoso, feito à igreja e cheia de atenções. Quando saí com um garoto pela primeira vez eu mal olhei nos olhos dele no começo e mal o cumprimentei. Mas quem sabe as coisas mudem daqui pra frente. Nós tímidos passamos boa parte do tempo imaginando como seria diferente se a gente soubesse se "soltar" mais e viver coisas que não vivemos por conta de nossas "paralisações". Observar e pensar são tarefas que sempre faz parte da nossa rotina, bem mais às vezes do que viver histórias como as outras pessoas vivem.

Eu não gosto de pensar que o blog é um mundo imaginário, porque ele não é. Gosto muito de usá-lo para o meu bem estar e isso ele me oferece melhor do que ter que me ver obrigada a fazer coisas que não gosto e que mexem radicalmente com o meu jeito de ser. É que nem dizer que um peixinho é inútil quando colocado em ambiente terrestre, mas reconhecer que ele é maravilhoso ao estar navegando por oceanos. É incrível escrever por aqui, mas quero também melhorar em outros meios. O primeiro passo sempre é importante e eu vejo o blog muito útil para o engatinhamento destes meus primeiros passos a ser uma pessoa melhor e ajudar quem lê e se identifica também.

comentário(s) pelo facebook:

22 comentários

  1. Olá Juliana!
    Acho que eu mesma poderia ter escrito esse texto, pois você me descreveu todinha. Sempre fui tímida demais mesmo, a ponto de deixar de sair, de entender alguma matéria por vergonha de tirar dúvidas com professor...
    Detesto estar em evidência, quando alguém fala meu nome alto já sinto gelar por dentro, apresentações de trabalho então, pra mim são um verdadeiro pesadelo. Sei que não deveria acontecer isso, mas eu ligo muito para a opinião das pessoas em relação a mim, estou sempre tendo cuidado no que falo ou faço, com medo de fazer algo errado e alguém reparar em mim. Por fim acabo ficando muito calada, e também estou sempre observando, e já cansei de ouvir piadas sobre o meu jeito, chega a ser irritante.
    Desde nova tenho bastante dificuldade em fazer amizades e até mesmo entrar em relacionamentos por causa da timidez. Isso é uma coisa que me incomoda profundamente. Confesso que tento mudar minha atitude, mas é muito difícil.
    Sobre o casamento, penso em casar somente no civil ou fazer algo apenas com as pessoas mais próximas, a festa linda fica só na minha imaginação kkk
    De fato o blog é um refúgio, é muito mais fácil interagir sem tem que olhar nos olhos da pessoa, no meu caso me sinto mais livre e segura, só queria ter mais tempo para cuidar do meu.
    Me identifiquei muito com você, e é muito bom saber que não estamos só nessa :)
    Um beijão e muita força para você, para nós  :*

    Laflorando

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    1. Tá vendo que tímidos super se identificam? <3
      Penso igual, principalmente em casar no civil haha.
      Olha para mim era muito mais difícil antes quando nem eu mesma gostava de mim. Acabava absorvendo tudo de negativo que as pessoas falavam e me isolava ainda mais. Tanto me isolava quando acaba sendo isolada, já que não me encaixava. Estou melhor, mas sabe aquela coisa nós SOMOS tímida, é o nosso jeito. O problema é isso se tornar grave a ponto de nos paralisar.
      As piadas são a pior coisa, já fui ironizada por professores e na hora me senti muito mal porque eu não tinha feito nada de errado a não ser me comportar do meu jeito! Poucas pessoas entendem e respeitam, mas aí é problema delas!
      Bem legal saber que outras pessoas também nos entendem não é? Que possamos melhorar juntas <3
      Um beijo.

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  2. Olá Juliana, tudo bem?
    Bom, no meu caso nunca fui tímida... nunca tive esse problema e na verdade acho que os problemas surgiam por eu me expor de mais, desde criança.
    Época de escola é complicado, acho impossível quem nunca passou por obstáculos que precisaram ser superados...todos temos histórias de quando crianças que nos marcaram.
    Enfim, cada um tem uma personalidade e o que eu gostaria de dizer é que somos o que somos e não devemos nos preocupar desde que no final das contas estamos de bem.

    Beijos
    Fran
    Achei e Rabisquei

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    1. Cada pessoa tem a sua história... A infância é bem marcante e nos molda muito, cada um tem a sua realidade. As outras crianças não sofriam o quanto eu sofria. Mas as pessoas tendem a nos ver de forma mais negativa do que realmente somos e enxergar o contrário e a realidade é super necessário para que não nos vejamos com maus olhos também. Obrigada pelas palavras, é uma reflexão bem sábia!
      Beijos

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  3. Eu tbm sou bem tímida, mais que você, pois não consigo nem me identificar no blog. Adorei seu post.
    http://caradecotia.wordpress.com

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    1. Poxa, então é bem grave, queria poder compreender melhor. Espero poder ter ajudado de alguma forma.

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  4. Quase chorei com seu post.
    Boa parte da minha infância eu fui assim, eu não falava nada, ficava quieta, não pedia nada, não me expressava... Eu consegui mudar, foi em um ato de rebeldia que eu mudei, conheci uma amiga com 13 anos e ela me ajudou muito nisso. Acho que se a gente não se tornasse amiga, hoje eu ainda seria assim. E tudo piorava por causa da religião da minha mãe, na época eu tinha vergonha, porque criança é maldosa e todos me zoavam...
    É triste, ainda tenho alguns traços de insegurança, ainda sou muito tímida. Tenho vergonha de cantar perto do meu namorado (que moramos juntos), tenho vergonha de falar no telefone e até de ver vídeos do YT perto de alguém... Mas o engraçado é que amo palestrar e amo apresentar trabalhos...

    Desculpa o desabafo, é que eu me vi em muitas partes desse post. Enfim, te desejo muito sucesso na vida, e do fundo do coração eu desejo que você consiga superar essa timidez da melhor forma possível e que você aproveite cada minuto da sua vida da melhor maneira.
    UM SUPER BEIJO ❤️❤️❤️

    http://www.pinkisnotrose.com

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    1. Ter amigos que levantem nosso astral e que fazem nos sentir seguras ajuda muito. Essa questão de religião imagino como deve ter sido chata. Sabe, quando a gente gosta muito de uma coisa falar sobre ela acaba sendo empolgante e poder mostrar que gosta é bem legal. Agora em geral se for pra falar de algo que eu não goste e por obrigação não consigo fingir, rs.

      Também vou levar seus conselhos comigo prometo ousar e arriscar mais. Quem sabe um dia acaba se tornando natura. Muito obrigada pelas palavras mesmo! Ser tímido é se identificar muito com outro tímido, a gente vive praticamente as mesmas coisas e se entende <3 Beijão!

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  5. Quando eu era criança, até uns oito, nove anos mais ou menos, eu era muito solta, falava tudo com todo mundo só que depois fui ficando mais tímida, mais envergonhada e infelizmente, acho que isso começou depois que comecei a sofrer bullying no colégio depois que coloquei aparelho porém o aparelho foi só o início, depois começaram a zoar cabelo, corpo, rosto(sempre tive bastante espinhas por conta de problema hormonal) e com isso, veio a minha insegurança e a maldita baixa auto estima, que ainda hoje sofro com isso, menos mas ainda sim sofro.
    Sou que nem você, sempre fico pensando como seria bom ser menos travada, ser mais solta, mais leve, sei lá e eu também detesto, desde sempre, seminários e eu faço jornalismo, olha o desafio ai pra mim kkkkkk. Ainda tenho medo de me impor e expor minha opinião por medo do que vão pensar e/ou falar, até pouco tempo eu também tinha vergonha até de vestir as roupas que eu gosto, porque meu estilo ele é meio diferente, principalmente pra onde eu moro. Criei o blog para ver se eu conseguia me soltar mais e acho que está começando a dar certo.
    Espero que possamos superar isso logo, sei que somos capazes.
    Menina Psicótica

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    1. Tinha que ser o bullying! Foi o fator primordial que me deixou assim. Hoje como sofro bem menos estou mais segura. A gente gasta bastante tempo imaginando as coisas né? Já me imaginei fazendo publicidade, jornalismo e as dificuldades que eu teria. O bom é que você é estimulado a superar isso!
      Ah, que bobagem isso da roupa, invista logo em ser você! Todo mundo lida com as críticas independente do estilo. Espero muito que o blog continue te ajudando! Beijo

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  6. Nossa, super me identifiquei com teu desabafo, Juliana. Sempre fui super tímida pra interagir com pessoas que mal conheço. Com meus amigos sempre fui mais aberta e até hoje sou assim, quando me sinto confiante em relação à pessoa, falo pelos cotovelos. Mas as primeiras interações sempre foram sofríveis. Escola, faculdade, pós-graduação, trabalho.... acho que isso até hoje me prejudica um bocado, pois sinto que as vezes até perco um pouco de oportunidades por causa disso, mas é o meu jeito! Me avaliando eu observo que já melhorei um bocado em relação a isso, sabe? Mas ainda não sou uma pessoa 100% sociável e falante. Acho que o que me ajudou bastante foram minhas atividades na dança (que é meu hobby e trabalho, hoje em dia), sinto que melhorei bastante o modo como me expresso depois que caí de cabeça na arte. E também acho que meu trabalho como professora (sim, também passei por uma faculdade de licenciatura xD) me ajuda diariamente com isso e o fato de eu gostar tanto do que faço faz com que eu me prove cada dia mais. Fora que o blog também ajuda mesmo, né? Poder botar algumas coisas pra fora e interagir, principalmente, é bem legal.

    Um beijo grande!
    Heeey, Maria! | Fanpage

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    1. Estamos no mesmo barco. Dança deve ajudar muito, eu adoraria fazer! Ser professor ajuda demais porque você vai ganhando segurança, uma autoridade para falar, interagir... Fora que alguns alunos promovem uma participação e você acaba se envolvendo. O blog sempre nos dá uma força e tanto! Beijão

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  7. Ola Juh
    Eu realmente nunca imaginei que você fosse tímida.
    Eu entendo o que você diz sobre as pessoas julgando sobre "Ai você não fala nada?" ,"Você é muda? " .Isso irrita demais.
    As vezes o ponto é que não tenho nada para falar sobre o assunto , mas as pessoas não compreendem.
    Certo, é difícil eu conseguir me expressar até mesmo quando eu tenho algo para falar.
    1-Fico toda vermelha só de abrir a boca e eu sei disso porque sinto meu rosto ardendo
    2-começo falar acelerado e ninguém entende o que eu falo
    3-Os
    comentários "Ai meu Deus , a Bárbara sábe falar"

    Você teve uma guerra interna enorme dentro de si e esse comentário te inibe ainda mais.(no meu caso pelo menos)
    Como você eu sempre tive poucos amigos.Ao contrário dos meus irmãos que ja trouxeram vários amigos para ficar na minha casa eu só tive uma única amiga que teve esse privilégio , isso porque ela era sobrinha da vizinha cujo a minha mãe tinha amizade. E ela foi amizade de muito tempo , começando no primário e chegou até depois do fim do colegial.

    Caraca agora que percebi que estou fazendo um textão no lugar de comentário .Desculpe, é que de certa forma eu acho que você pode me compreender melhor.
    Eu admiro a sua coragem de fazer licenciatura, ser professora é algo que exige que nos comunicamos bastante com os alunos.
    Eu estou planejando começar um curso ano que vem de Letras , mas especializado na área de tradutor do que professora , mas só a idéia de que por falta de opção eu acabe parando em uma sala de aula me da um pânico.
    Imagino a barra que deve ter sido para você essa primeira aula.

    Amei a referência a Hannah Montana .Eu meio que escondo das pessoas da minha cidade que eu tenho um blog ,acho que sofro da "Síndrome da Hannah" rs

    Beijos Juh
    Sucesso

    Meu mundinho quase perfeito

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    1. Aaah, nunca é um problema se expressar, não importa o tamanho do texto, haha. Esses comentários são os piores né? Não ajuda nada, e realmente ocorre uma guerra dentro da gente. A parte de ter poucos amigos às vezes me doi um pouco, mas na verdade todo mundo tem poucos amigos com quem pode contar.

      Ser professor exige mesmo, mas já não quero investir na profissão por n motivos. Olha, quando eu comecei eu tive esse medo, mas depois eu fui me sentindo totalmente segura sabe? Os alunos não são monstros afim de arruinar você, eles colocam uma confiança no professor e isso vai você deixando de ter "neura". No começo você fica nervosa, depois passa!

      Não tive como esquecer a Hannah, haha. Me lembrei de alguém que disse que blog era um "mundo imaginário" e eu fiquei tipo "ah, qual é!?". Ainda não compartilhei publicamente, mas já estou pensando seriamente em divulgar, não tenho nada para esconder! Acho que vai ser bem melhor pra gente assumir e consolidar nossa personalidade. Vou torcer para que naturalmente consigamos melhorar em tudo isso!

      Um beijão!

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  8. Ow Ju, me abrace aqui vai ♥
    Fico tão feliz que meu texto tenha servido de incentivo pra você ^_^
    Mas olha, vc já deu um passo muito importante escrevendo um desabafo como esse. Existe uma vantagem entre nós introvertidos que os extrovertidos jamais saberão como é: somos auto suficientes. Não precisamos estar rodeadas de pessoas para nos sentirmos amadas e queridas, mas pra isso nós temos que estar felizes com a nossa própria companhia. Talvez a timidez seja apenas um resquício de baixa auto estima, e isso só com o tempo para perder, você é super novinha! Eu fui me sentir a vontade comigo mesma com uns 28-29 anos, e foi nessa época que conheci meu marido e tudo começou a mudar pra mim.
    Não precisa forçar nada, apenas se ame muuuito do jeito que você é, pq quando a gente se ama, quem importa mesmo, vai notar de longe!
    Um beijo! ♥

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    1. Serviu sim! Acredito que muita gente tenha se identificado e se sentindo compreendida. A parte do auto suficiente é verdade, porque sinto que eu meio que me afasto de relações muito próximas, mas muitas vezes dá uma falta do que não se tem... Eu não tenho mais problema de baixa auto estima, totalmente superei isso! Vou até fazer um post ou um vídeo sobre se tudo de certo. Que lindo ver que você conseguiu melhorar!

      Sim sim, tem muita gente que gosta do meu jeitinho e não reclama, essas pessoas são as que eu quero ter por perto!

      Beijo

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  9. Nunca fui uma pessoa introvertida, na verdade, sou entrosada até demais, mas convivo com uma pessoa, muito especial por sinal <3, que é exatamente assim. Além dos problemas com socialização, ele é ansioso e hiperativo, então imagina. Ele só consegue se abrir com as pessoas, e mostrar o quao maravilhoso é depois de muito tempo de convivencia, quando criamos aquela intimidade. O que para mim nunca foi um problema, mas noto que para ele é um problema sim, quando ele fica se esforçando para agir de uma forma que ele não é, tentando falar com desconhecidos, quando esta visivelmente fora da sua zona de conforto. Por isto digo, não acho certo julgar as pessoas por um jeito de ser tímido sem buscar conhece-las a fundo, pois a casca que vemos ali, não chega nem perto do que seu interior pode mostrar.
    Beijo, linda!

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    1. Super entendo ele! Que bom que você o compreende e ele pode contar com sua ajuda! Gostei muito de ler seu comentário, me deu uma felicidade danada! É difícil às vezes, mas os problemas são as pessoas e não ele!
      Beijão pra ti!

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  10. Oi juliana,
    Me vi em cada palavra que você escreveu, sou exatamente assim, e é tão desgastante, e em muitos momentos queria ser diferente, pois muitas vezes sou mal interpretada por causa desse meu jeito. Mas apesar de tudo, tenho pessoas que entendem esse meu lado e me ajudam e me dão confiança.
    Abraços,
    Amanda Almeida
    http://blog.amanda-almeida.com.br/

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    1. Se tem uma coisa que nós somos é mal interpretadas ne!? Isso é chato demais... Já perdi as contas de quantas vezes eu desejei ser diferente ou me senti mal por ser do meu jeito. Sempre é bom ter com quem contar e não se sentir mal.
      Que a gente consiga superar isso, viu!! <3
      Beijo

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  11. Ju, eu sempre fui de falar que sou tímida, mas nunca parei para pensar se sou isso mesmo. Já que eu gosto de conversar com pessoas desconhecidas e nunca tive problema para me expressar, mas acredito que por tanto falar que sou timida, acabei ficando mais introvertida (se é que isso acontece).
    Amei teu texto!
    Beijos,
    www.hitsdomomento.com

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    1. Achei bem interessante sua visão. Confesso que fiquei meio confusa, mas entendo que pode acontecer. Bem, você parece de certa forma se expressar bem e fazer amizades facilmente, o que é muito bom. :)
      Beijo

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