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27/09/2016

Como me descobri agnóstica

No último post comentei que sou agnóstica e muita gente se interessou pela discussão do assunto. Este é um post que há tempos sonhei em escrever, mas ficava pensativa em ser má interpretada por pessoas intolerantes à crença ou religião alheia. Como eu tinha que falar sobre isso algum dia, eis o momento!

Como tudo começou...


Eu tive que fazer primeira comunhão e ir à missas por causa da minha mãe. Meus pais não são católicos realmente e não têm compromisso com à Igreja e com as doutrinas. Como grande parte da minha família se considera católica acabei encaminhada por esse caminho. Quando criança tive a obrigação de ir à missa aos sábados. Mas depois dos 11 anos e de ter feito a primeira comunhão não frequentei mais à Igreja Católica.

Como eu me sentia na época? Bem eu era criança e não entendia muito, mas achava que era o "certo" a se fazer porque eu "tinha" que fazer aquilo: ir à igreja católica e aprender a rezar. Lembro que fazia orações sinceras antes de dormir e que me sentia bem indo à missa, por mais que momentos antes eu me queixasse de não poder ficar em casa. 

Eu me mantive afastada dos costumes da Igreja e como meus pais não são católicos de fato, digamos assim, eu acatei o exemplo deles. As orações acabaram sendo apenas palavras decoradas, repetitivas e sem poder algum. Chegava a ir à algumas missas "porque tinha que ir" e ficava observando o pessoal sentar e se levantar, repetindo palavras e gestos, e analisava tudo sem ter a menor noção do porquê fazer aquilo. Não senti mais a menor necessidade de rezar e de ir à Igreja.
Eu realmente conheço Deus?


Eu já estava na universidade quando eu notei que eu tinha inúmeras tarefas a serem realizadas durante o dia. Tinha o que fazer, o que estudar, dormia, comia... Mas eu tinha um problema: eu não era uma pessoa feliz com a minha vida e com o que eu fazia.

Sempre fui uma pessoa muito insegura e não sei o porquê, mas eu achava que se eu realmente tivesse uma vida onde Deus estivesse em primeiro lugar eu seria plenamente feliz e não ficaria abatida com as coisas que me acontecessem por mais graves que fossem,  e não sentiria que minha vida não tinha valor porque eu não tinha certos bens materiais ou outras conquistas pessoais.

Eu via algumas pessoas "da igreja", sejam evangélicas, católicas etc... falando sobre Deus e elas pareciam realmente felizes. Não apresentavam uma felicidade fictícia, mas pareciam pessoas sãs, contentes e felizes por terem um motivo para se alegrar: uma relação com Deus.

Eu comecei a observar também que somos naturalmente obrigados a crer em Deus. Nascemos e naturalmente aprendemos a falar "vá com Deus", "se Deus quiser", "Graças a Deus". Foi aí que eu observei que muita gente fala de Deus mas poucas pessoas realmente conhecem Deus.

Meus pais falavam de Deus em situações rotineiras como muitas das pessoas são acostumadas a falar, mas eles realmente tinham uma relação com Deus ou reproduziam algo que a sociedade passa de uma geração para geração como o "certo"?

Tem gente que vai à Igreja todo o dia e fala de Deus.

Tem gente que vai à Igreja, age com má fé e fala de Deus.

Tem gente que não vai à Igreja e fala de Deus.

Tem gente que mata, rouba, estupra e fala com gosto que "Deus é o meu refúgio".

Essas pessoas realmente conhecem Deus?

Eu, que fui obrigada a reproduzir o que a sociedade onde nasci me impôs naturalmente e não oro, conheço Deus?

Quem é Deus?
Quando eu resolvi conhecer Deus


Durante uma situação onde eu fiquei realmente triste e com o coração apertado, decidi que era a hora de mudar, de conhecer Deus de verdade e então ser uma pessoa melhor. Era a hora de deixar de ficar triste por motivos banais e ser feliz sabendo que tudo o que eu preciso era de Deus e só.

Mas como eu posso conhecer Deus?

Percebi que o que eu sabia de Deus era raso, apenas reproduções vagas do que as pessoas costumam falar. Então eu resolvi que era a hora de ler a Bíblia toda. A Bíblia é um livro que fala de Deus não é mesmo? O que será que tem lá? Será que o que tem escrito nela vai me revelar muitas coisas sobre Deus?!!

Não queria ser que nem as outras pessoas que até mesmo frequentam igrejas mas não sabem por que estão ali ou quem de fato é Deus. Resolvi que tinha que estudar e começar a ler a Bíblia. Estava motivada e lia cada palavra considerando que era uma verdade absoluta e tentava fazer com que eu a entendesse e sentisse uma paz através dela.
As primeiras dificuldades

Eu lia muito a Bíblia e a maioria dos trechos me eram estranhos, afinal não dá para se entender muita coisa do Antigo Testamento com apenas uma leitura. Alguns trechos me eram tocantes e eu amava ler Provérbios. Mas sentia que estava faltando algo em mim, faltavam atitudes e resolvi assistir a um culto em uma igreja evangélica.

Na primeira vez que fui ouvi coisas que alegraram o meu coração e senti uma paz imensa, porque quando você ouve palavras que falam que Deus é amor e que Ele te ama você sente um bem estar enorme. Mas no próximo culto me senti incomodada porque não senti Deus ali, mas presenciei um papo sobre "dinheiro, dar ofertas, reproduzir pensamentos religiosos, de como assistir à novelas e aceitar o homossexualismo era errado, de como eu tinha que dizer 'Graça e Paz' e reproduzir o comportamento dos crentes que estavam ali, de como eu teria que participar de células" e de outras coisas que eu não entendia e me vi totalmente desconexa naquele ambiente e sem a menor vontade de voltar.
Os primeiros questionamentos


Eu já tinha lido sobre a importância de aceitar Jesus e de ter vida nova com ele. Eu me sentia uma pessoa com uma vida muito triste, não havia felicidade plena e como eu já falei, eu estava à procura dessa tal felicidade. Eu achava que tinha problemas porque não tinha uma relação com Deus e não o conhecia de fato. Eu não conseguia participar de nenhuma igreja e minha relação com Deus começou a ser apenas ler a Bíblia, orar casualmente, e compartilhar mensagens ou atitudes que fossem equivalentes a de uma pessoa que ama a Deus.

Eu comecei a seguir nas minhas redes sociais dezenas de páginas e perfis que falassem sobre Deus. E eu comecei a reproduzi-los porque eu achava que era o certo a se fazer, afinal, eu queria ser uma pessoa "de Deus".
Só que com o passar do tempo eu percebi que:

- A Bíblia é um livro cheio de controvérsias. Isso é uma realidade. Grande parte do que eu li no Antigo Testamento não me agregou em nada e ao mesmo tempo que se lê que Deus é amor você perde as contas de quantas vezes Deus aparentemente sentiu prazer em exterminar nações que não o agradaram.


- Muitos perfis que eu seguia falavam sobre coisas que eu achava desnecessárias ou não concordava, mas que para eu ser "de Deus" eu teria que desconsiderar toda a minha racionalidade e capacidade de criticar para considerar que aquilo é uma verdade e ponto final.

- Eu percebi que eu não considerava a Bíblia como uma verdade absoluta e que aquilo não era de fato um guia na minha vida. Percebi que era um livro controverso e que eu estava fingindo que concordava com tudo aquilo ali e imaginando as situações descritas no livro, mas eu não entendia de fato por que eu tinha que ler e considerar o que estava escrito ali se grande parte do livro é confusa e eu discordava.


- Começar a ler o Novo Testamento e entender os passos de Jesus foi incrível, mas eu já tinha lido que para "aceitar a Jesus" eu não teria só que confessá-lo como "meu salvador" mas teria que ter uma relação intima com a "Igreja". Mas qual seria a igreja? Que religião eu teria que aderir? Que doutrinas eu teria que seguir? Será que está tudo bem em eu só ler a Bíblia em casa?

- Eu estava cansada de me deparar com perfis que falavam sobre "varoagem", "esperar a benção do casamento", "pra ser de Jesus não pode usar tatuagem", "masturbação faz você ir pro inferno", "homossexualismo é coisa do Diabo". "fazer sexo antes do casamento é pecado", "você tem que casar virgem porque Deus não quer que você pegue doenças sexualmente transmissíveis", "Jesus te ama e te espera na Igreja X",  e muitas outras bobagens ou doutrinas que como eu não era de nenhuma igreja não entendia e algumas que como eu sou estudante universitária eu sabia que não tinham a menor lógica.
Eu não concordava em assumir uma posição quanto a uma igreja ou religião sem de fato assumir uma total entrega àquilo. Para me assumir como "crente" eu teria que aceitar tudo e fingir que concordo com tudo que "tenho" que fazer, e eu não queria isso pra mim. Para me assumir como cristã, como eu já tentei, eu não teria apenas que gostar de Jesus, como muitas pessoas fazem, mas dedicar minha vida a ele. E eu não estava totalmente certa disso porque eu tinha muitas dúvidas e críticas quanto ao que eu lia na Bíblia e ouvia de pessoas "crentes" e não queria me assumir como se eu concordasse com tudo que estava escrito nela ou no que essas pessoas falavam. Não queria mais uma vida de farsas.
O que eu sou afinal?


Eu tinha lido muito sobre Deus e Jesus, e sobre o cristianismo, que é a crença dominante aqui no Brasil e em muitas partes do mundo. Eu tinha voltado praticamente à estaca zero e já estava voltando a pensar que tenho problemas por ter que fingir que tenho uma relação íntima com Deus, como a maioria das pessoas que falam de Deus mas não o conhecem.

Mas espera aí...

O cristianismo, o catolicismo, o evangelismo... São enquadrados em uma das crenças existentes no mundo. Uma das. Existem pessoas que não estão preocupadas com as doutrinas que fui obrigada a me preocupar porque elas tem outras! Se aqui existe uma crença e do outro lado do mundo há várias, qual é a certa? Como eu posso afinar que uma é verdadeira ou superior a outra? Por que eu tenho que participar de uma? 

Eu já havia percebido que não queria me envolver com nenhuma igreja e que a minha relação com Deus era pessoal. E como eu não estava dentro de uma igreja eu achava que eu estava vivendo uma relação imaginária e rasa, como a de muitas pessoas que falam de Deus mas não dedicam nenhum minuto de sua vida a Ele. Mas eu havia tentado ir à Igreja e ler a Bíblia e não havia encontrado a tal felicidade ou certeza de quem é Deus, mas havia me deparado com APENAS UM dos diversos entendimentos sobre Deus que há no mundo e com inúmeras situações que eu não concordava, e tinha vários questionamentos.
Eureca! Sou agnóstica!

Eu precisava me descobrir e foi então que um belo dia eu me descobri agnóstica teísta.

Explicando:

Uma pessoa que afirma que Deus existe e tem total certeza disso é teísta.

Se você não acredita que Deus existe e tem total certeza disso, você é um ateu.

Em ambos os casos há total certeza do que se acredita, e portanto  fala-se em pessoas gnósticas, do grego gnostos: "que se tem conhecimento".

Se essa certeza absoluta quanto a algo não se faz presente, você é uma pessoa agnóstica.

Ué, então eu sou realmente uma pessoa confusa e não sei no que acredito?

Como eu posso comprovar que Deus existe? Aliás, qual deles?

Como eu posso comprovar que o deus que eu acredito existe e que o deus que você acredita não existe?

Se eu sou realista e vejo que há várias crenças no mundo, quem sou eu para afirmar com total veracidade que Deus existe ou não? Aliás, qual deles?
Uma pessoa agnóstica teísta acredita em Deus, mas não tem certeza disso, afinal, possa ser que Ele não exista e não se tem como provar isso.

Uma pessoa agnóstica ateísta não acredita na existência de Deus, mas não tem certeza disso, possa ser que Ele exista.

Deixando bem claro que "Deus" no caso é um termo vago e eu usei em letra maiúscula em referência ao "Deus" que somos "obrigados" a acreditar naturalmente segundo a nossa cultura, mas afinal... De qual deus estamos falando? 

Como é minha relação com Deus?

Depois que me descobri agnóstica deixei de me sentir problemática por não ter uma relação com Deus como eu achava que eu deveria ter e me senti plenamente realizada de fato.

Deixei de seguir vários perfis religiosos nas redes sociais e optei por seguir páginas que falassem de religião e que me promovessem questionamentos, inclusive comuns aos que eu já tinha. A maioria destas páginas são administradas por agnósticos e ateus e eu me identifico bastante.

Não tenho doutrinas nem religião e minha relação com Deus é pessoal. Me sinto protegida e creio num Deus amigo, que se preocupa comigo, que sabe tudo o que vai acontecer na minha vida e que sempre quer o meu bem e tem o melhor para me dar. Classificar situações na minha vida como bom ou ruim é algo humano, mas eu entendo que Deus quer sempre o melhor para mim. Sim, sou agnóstica teísta. Oro quando sinto vontade e não por "servir". Não me vejo como uma "serva de Deus", mas como uma pessoa que tem Deus como amigo. Se Ele é imaginário, pode até ser, afinal existem várias crenças no mundo e isso não é nenhum problema!
Sou realista e sei que há varias religiões e crenças no mundo inteiro e não vejo o menor motivo para ser adepta de uma religião e impôr doutrinas como se fossem verdades absolutas. Odeio quando pegam certas partes da Bíblia para julgarem alguém quando não leem ou não cumprem 10% dela e quando não respeitam a crença alheia. Eu ao menos sou honesta e não assumo algo que eu não vivo ou não sou. Ainda amo o livro de Provérbios e alguns versículos da Bíblia que me fazem bem, e pelo menos não uso nenhum trecho dela para difundir o mal entre as pessoas, apesar de não concordar com muito do que há escrito nela (parei de ler em Atos).

Sou totalmente indiferente e não vejo o menor problema em alguém ser ateu, evangélico, católico... As pessoas devem reconhecer o que acreditam e serem fieis a isso, sem intolerância religiosa e com muito respeito!


Não sou cristã, "crente" no sentido popular da palavra, não acredito em pecado, diabo, inferno, vida eterna... Afinal, como eu falei, sou agnóstica. Da mesma forma que você pode ser da religião X e não acredita na doutrina pregada pela religião ou crença Y. Não há o menor problema nisso. E para quem pensa em me julgar: Da mesma forma que você tem uma crença diferente da minha, milhares de pessoas creem diferente de você. Com que autoridade você critica as pessoas? Só porque é a sua crença, então é a verdadeira? Só porque é a sua crença, então é a única baseada em lógicas e fatos? Toda crença tem seus fundamentos em que é baseada e até mesmo para uma pessoa não ser crente ela possui argumentos lógicos para isso. #MaisRespeitoMenosIntolerância.


Entendi que não há o menor problema em não ser de nenhuma igreja ou não estar vinculada a uma religião, até porque eu não quero ser, nem pensar, como muitas das pessoas que literalmente se associam a uma igreja ou que são religiosas!
Encontrei minha felicidade plena me reconhecendo como agnóstica, questionando, refletindo, não reproduzindo pensamentos que discordo, e deixando de me ver obrigada a reproduzir algo que me foi imposto culturalmente.

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26 comentários :

  1. Nossa eu me sinto assim também não me enquadro em doutrinas que querem dizer o que eu posso fazer ou não. Mais eu creio em Deus tenho ele como amigo,abrigo e consolador ele nos faz livre para amalo como desejamos

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    1. E é maravilhoso pensar assim! A gente sente uma paz enorme quando mantemos uma relação espiritual que nos faz bem, que nos faz refletir, nos sentir protegidos, consolados... Tudo passa a ter sentido!
      E isso pode acontecer de várias maneiras e é lindo ver tudo isso manifestado de diversas formas, seja no modo de pensar e agir de um evangélico, de um ateu, de uma pessoa que faz parte do candomblé... Religião é algo que não se discute, se respeita! <3

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  2. Concordo plenamente com você, entender a bíblia não é fácil, haha. Existem palavras complicadas e trechos os quais a gente precisa ler várias e várias vezes para entender. Mas eu achei super interessante você buscar conhecer a Deus e tentar ler a bíblia antes de ter uma opinião formada, na verdade, seu sentimento é o descrito na bíblia em Mateus 5:3 em que Jesus diz ser felizes aqueles que tem necessidade espiritual.
    Geralmente pessoas agnósticas ou ateus, decidem não crer mais em Deus como verdade por que passam por momentos como você passou no segundo culto em que foi na igreja evangélica. Ou as vezes as pessoas ficam desacreditadas por verem tanta maldade no mundo e se perguntam que se Deus realmente existe por que o mundo está tão violento?! Mas, existem respostas a todas as perguntas que nos fazemos na bíblia. Por exemplo, como você disse, Deus é amor, mas parece controvérsia o fato dele parecer cruel no velho testamento, e existe uma explicação para isso. Ninguém precisa desconsiderar sua racionalidade para acreditar em Deus, discordo desse modo de pensar por que minha fé pelo menos é baseada em lógica e fatos. Acho bacana você ter uma opinião formada tendo em mente que não precisa de uma lavagem cerebral, por assim dizer, para seguir uma igreja. Legal que você ainda goste de ler alguns versículos da bíblia, por isso vou deixar aqui o meu favorito Filipenses 4:6-7, espero que goste.
    Eu gosto muito de conhecer as doutrinas e crenças das pessoas, e como eu mal sabia o que era agnóstico, eu achei super bacana o seu post, aprendi bastante sobre o assunto. Seu um dia você quiser saber mais sobre minha religião, pode acessar o site JW.org.
    Beijo, www.apenasleiteepimenta.com.br

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    1. Não vejo Deus como um super-herói que vai estar sempre salvando as pessoas, muitas coisas que acontecem são fatalidades ou guerras causadas pela própria mentalidade humana. Não vejo o menor interesse em discutir com outras pessoas o que Deus pensa, como age, etc. até porque existem vários deuses (?) e concepções de deuses, então pra quê vou perder meu tempo com algo que não posso comprovar e que não posso dizer que a minha visão é a certa perante a do outro? Só o fato de existir várias crenças e contradições já anula muita coisa. Me entendi como agnóstica teísta porque ainda tinha a necessidade de me relacionar com o Deus que eu sentia ao meu lado, o que foi muito melhor e mais inteligente do que fingir que acreditava ou tolerar pensamentos que eu não aceitava e me comportar como algumas pessoas religiosas.
      Cada crença tem a sua lógica e fatos em que se baseia e não faz sentido você dizer que a sua é baseada nisso e as outras não, porque cada uma tem sua lógica e seus fundamentos, e o fato de a sua ter não a faz verdadeira ou melhor que a dos outros, mas sim mais uma das milhares ou até mesmo MILHÕES de religiões existentes no mundo.
      Li o versículo mas como não sou adepta ao cristianismo não fez tanto sentido para mim, da mesma forma que não faria sentido para um índio que não é adepto à religiões que falam sobre Jesus, e que pensamentos de religiões africanas não faria sentido a você. Eu gosto de ler os versículos que falam sobre amar o próximo como a si mesmo, não retribuir mal com o mal, controlar a língua e pensar antes de falar, e outros pensamentos que nos tornam pessoas sábias.
      Foi por necessidade espiritual que comecei a ler a Bíblia, mas depois de tantas dúvidas e absurdos parei de ler. Já conhecia as Testemunhas de Jeová e alguns dos seus ensinamentos, o que também me motivou a não querer ser adepta de nenhuma religião.
      Obrigada por comentar!
      Abraços <3

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    2. Lendo o versículo de Filipenses novamente (tinha lido bem por cima antes e fui precipitada, desculpa), reconheço que também é um ensinamento que tento levar para mim. Não ficar ansiosa por nada, sabendo que se Deus sabe o que eu quero e se Ele tem coisas melhores para me dar e vai cumprir, com o que vou me preocupar? Realmente, faz todo o sentido e é muito lindo ler isso.
      Beijos

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  3. Juh, falar sobre isso é um assunto extenso, que eu n me atreveria a escrever tudo aqui, quem sabe um dia num post la do IM rs

    Não sei se interessa, mas só para tentar resumir: O velho testamento foi escrito POR judeus PARA judeus.
    Instituições religiosas antigas e modernas (sim, pq Igreja com maiúscula se refere a nós, pessoas, não a construção hierarquizada erguida pelas mãos de homens) que utilizam de versículos isolados para ameaçar, plantar medo, conseguir dinheiro, etc, são apenas retrato da visão infantilizada de algumas pessoas que acreditam ser mais fácil proibir que ensinar.
    O Velho testamento não foi escrito para nós. Não somos Judeus. Podemos ler e talvez aplicar alguns princípios, mas isso deve ser uma escolha nossa a fazê-lo, por questões pessoais e morais. Uma nação sem um Deus que dissesse que não pode roubar nem matar o vizinho, não chegaria aos dias de hoje, certo?

    Por causa da desobediência de Adão, o homem se tornou como Deus. Ou seja, um ser pensante capaz de tomar as próprias decisões, por isso Deus não poderia interferir, proibir, jogar um raio, nada, pq ele é fiel aos seus próprios valores, se ele criou alguém a sua imagem, não ficaria dando palmadinhas cada vez que ele errasse. (Mas e o dilúvio? bom, não vai dar pra explicar tudo aqui suahsua)

    Muitos acontecimentos históricos importantes aconteceram antes do Novo testamento, que influenciaram muitas das coisas escritas nele.

    O Novo Testamento é o que chamamos de: A era da Graça. Jesus foi o Messias prometido para os JUDEUS, mas os Judeus o rejeitaram, logo nós que não somos judeus tivemos o privilégio de poder fazer parte da salvação que Ele trouxe. Jesus foi mandado por Deus como um último recurso de dar um jeito na humanidade que já estava corrompida pela sede de poder.

    Por isso o Novo testamento é tão "amorzinho", porque Deus deu a humanidade uma "ultima chance", de conhecer a Jesus e ter acesso ao Espírito Santo que algumas pessoas chamam de "o lado feminino de Deus", pois é só através do Espírito Santo que podemos verdadeiramente amar incondicionalmente.

    A gente não "aceita" a Jesus, Ele é quem nos recebe, isso é fé.

    Fé é esperança. E é a Graça de Deus que nos deu Jesus.

    Bom, como eu disse é muito extenso, mas se quiser ter uma visão mais ampla do que eu estou dizendo, e tb não tá a fim de ficar presa a igreja A ou B, dá uma olhada no canal do Ari, ele foi quem me ajudou a entender muita coisa sobre esse assunto que você postou, e mudou muitos paradigmas que eu tinha e achava que não mudaria nunca rs

    http://www.descrentes.com.br/2016/05/culto-03052016-a-verdadeira-religiao/

    Um beijo ♥

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    1. Que legal, agora ficou muito mais fácil de enxergar o porquê de tanta discrepância entre um Testamento e outro! Nunca entendi o porquê de tantas pessoas fazerem questão de usar um livro como o Antigo Testamento para julgar e condenar as outras.
      Esse é assunto é muito extenso mesmo, não imaginei que eu fosse escrever tanto (bateu o recorde do blog). Muito se fala em "aceitar" Jesus, mas é meio equivocado quando a gente ao mesmo tempo ouve que ele está sempre aberto para nos conhecer e ao mesmo tempo ele só espera que a gente o permita "entrar", então ainda há uma necessidade que se aceite ele, bem, muito confuso... Mas esses assuntos envolvendo religiões são assim mesmo.
      Já salvei o link nos Favoritos para poder me informar com calma.
      Beijos! <3

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  4. Adorei seu post! Me identifiquei demais com você. Eu sempre fui católica, inclusive fiz primeira comunhão. Porém, pouco tempo depois percebi que sempre que eu ia na missa as palavras eram vazias e eu não entendia o sentido de estar ali. Ao invés de me sentir bem eu só ficava mais confusa e cheia de questionamentos. Parei de ir.

    Lendo seu texto comecei a analisar as minhas crenças e ver se me enquadro como agnóstica teísta ou um dos outros. No entanto, ainda que eu não acredite em tudo o que a religião traz, carrego algumas coisas comigo. Costumo dizer que não tenho UMA religião, mas que absorvo o que me faz bem em cada uma. Já vi ideais muito bonitos no catolicismo, espiritismo, e inúmeros outros. Por que não trazer isso para a minha vida, mesmo que eu não siga nenhuma religião? Também descobri que a minha relação com Deus é puramente pessoal. Prefiro mil vezes "conversar" com ele como se estivesse falando com um amigo, do que falar orações decoradas que saem sem real significado. Em suma, ainda não consegui definir um título pra mim, mas sei que vivo bem dessa forma, e isso é o mais importante.

    Enfim, eu respeito muito as crenças de cada um, pois penso que todos tem o mesmo direito que eu de acreditar ou não no que quiserem.

    Parabéns pelo texto, tenho certeza que compartilhar sua experiência vai esclarecer os pensamentos de muita gente. <3

    Beijos :*

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    1. Isso de você poder inserir na sua vida o que cada religião tem de melhor é bem interessante! Ao invés de construir pontes ou se aprisionar em algo, você consegue vê um todo e analisar toda uma situação. Eu me sentia tão perdida quanto você antes e realmente é muito chato falar palavras decoradas ou repetir gestos que a gente nem entende nem o motivo.
      É natural que haja dúvidas e o fato de você começar a perceber isso já é muito importante. Um dia tudo vai fazer mais sentido para você.
      O mais legal está em se conhecer e ao mesmo tempo respeitar o próximo, porque ao mesmo tempo que você tem sua visão, milhares de pessoas tem visões diferentes e não há nada de errado nisso, ou uma visão melhor que a outra, simplesmente uma das diversidades que a gente encontra no mundo.
      Obrigada pelos elogios, fiquei feliz em ajudar!
      Beijos

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  5. Nossa, que texto maravilhoso de ler! Que bom que você postou sobre isso, sério, muito bom. Então não sei se eu seria agnóstica, porque eu não tenho dúvida alguma de que Deus exista. Eu acredito em Deus, eu oro, tenho fé. Mas também não me encaixo nas religiões, pelos mesmos motivos que você citou. E não acredito muito na Bíblia, imagina um livro imenso, escrito em Hebraico, há milhares de anos, que passou por diversas traduções, interpretações, modificações, até chegar no que temos hoje...

    Acho que Deus é uma Energia, mas não vou falar muito sobre isso aqui, porque começo a devanear tanto sobre o assunto, que dava pra ficar horas falando kkkk. Enfim, não sei se agnóstica seria o termo certo pra mim. Mas concordo com a maioria das coisas que você disse, na verdade, em vários pontos, parecia que tinha sido escrito por mim, porque eu me senti exatamente do mesmo jeito.

    Quem sabe um dia falo sobre o assunto no blog, é um jeito legal para refletir e botar as ideias em ordem né? Beijos!

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    1. Bom saber que não estamos sozinhas com os nossos pensamentos né!? Só o fato de questionar e de se reconhecer diferente já é um ótimo passo. Aos poucos a gente vai se esclarecendo melhor até nos entender quanto a nossa posição e não há nada de errado nisso.
      Em todos os casos é possível não ser adepto de nenhuma religião, por exemplo, você pode ser "gnóstica teísta sem religião". Ainda há o deísmo que eu não falei, mas aí já seria outra discussão...
      Fico feliz que tenha gostado da abordagem e que eu tenha de certa forma ajudado!
      Beijos <3

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  6. Sabe, já passei por várias fases, meu caminho foi muito parecido com o seu, fui católica por "obrigação", evangélica por pressão, e nunca tinha me encontrado plenamente em nenhuma dessas religiões. Passei muito tempo da minha vida me obrigando a tentar acreditar em algo, em um deus que me confortasse, mas ao mesmo tempo não me sentia a vontade vendo os meios que me levavam para "perto de Deus", na igreja eu via apenas muitos esquemas em que não via nada de Deus no meio, via apenas a vontade humana. Depois de muito tempo abandonei as igrejas de vez, resolvi seguir novos rumos, e fui/suo muito criticada, por não frequentar nenhum lugar, por não me submeter a regras pré impostas de pessoas que me rodeiam. No meu trabalho, todos os dias fazem um culto matinal em que minha presença é requisitada, antes eu não ia por birra, mas depois passei a frequentar pois não era algo que me fazia mal nenhum, e ninguém estava me forçando a nada. Quando fazia o ensino médio,conversei basante com um professos agnóstico teísta, e ele me explicou tudo o que você dispos neste post(maravilhoso, diga-se de passagem). E foi aí que me descobri como sou hoje, acredito sim que existe esta força maior, alguém que cuida, que zela por mim. Mas não acho que ele/ela/este alguem se encontra/vai me encontrar apenas se eu fizer parte de alguma religião/doutrina. Eu acredito na paz, na serenidade, no amor. E ninguém me tira desta crença, não mais.
    Enfim, obrigada pelo post e um grande beijo!

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    1. É incrível como a gente acaba tendo histórias parecidas. Nada mais chato do que você se ver obrigada a fazer algo e ser criticada por pensar diferente. Muita intolerância mesmo.
      Que bom que você teve seu professor para te ajudar! Eu não tive ninguém e certamente me veria ainda mais criticada e insegura, por isso acabei me descobrindo por conta própria. Sabe, podemos ser pessoas com fé espiritual, mas não religiosas, e isso também é muito bom por sinal. Não estamos desrespeitando ninguém e muito menos destruindo nossas vidas, até porque cada pessoa crê no que acredita! Sempre foi assim, e é muito triste que haja muita guerra e desrespeito por conta de religião.
      Muito obrigada pelos elogios e por deixar seu comentário!
      Um beijo <3

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  7. De começo quero elogiar seu layout que ta lindo e eu só vi agora porque passei um tempo distante da blogesfera, então desde já eu amei tudo, ta lindooo!
    Sobre o tema descrito, embora eu seja cristã gosto de ta por dentro de outras religiões, tenho curiosidade de saber nem que seja um pouquinho sobre e tal e também sobre ideologias como a sua. Concordo quando você diz que muita gente fala de Deus mas poucas pessoas realmente conhecem Deus e isso realmente é fato! Acho que o que mais leva as pessoas a se intitular agnóstico, gnóstico ou qualquer outra citada é fato de não terem conhecido de fato, Deus. O cristianismo envolve muito mais do que se possa imaginar, não é algo só de fé não, se estudarmos afundo vemos que existe base lógica, histórica e científica também, é pra isso que existe a teologia. Confesso que a bíblia é um pouco difícil de se entender mesmo, na qual é necessário um pouco mais de atenção porque se não realmente parece ilógico e controverso. Uma das coisas que discordo é o fato das pessoas procurarem Deus ou alguma religião para que Ele supra suas necessidades, na minha opinião, Deus é muito mais que isso, Ele é muito mais do que alguém pra nos trazer felicidade ou qualquer outra coisa. E tenho certeza que nenhuma igreja (templo) vai proporcionar isso porque isso não é um papel da igreja, o mundo não tem que girar ao nosso redor, a verdadeira igreja não deve falar coisas que encham nossos ouvidos de palavras bonitas ou nosso ego, no Novo Testamento podemos comprovar isso. Mas é isso, respeito sua opinião e espero que você não tenha se ofendido com alguma coisa que eu possa ter dito. Se ficou, desde já peço desculpas, só tentei expressar um pouco da minha opinião.
    Esse é um assunto muito extenso, espero futuramente até gravar alguns vídeos a respeito disso porque eu sei que muita gente ainda não conhece alguns pontos e as instituições (templos que se intitulam de igreja) atualmente tem mostrado coisas que não existem, tem pregado apenas religiosidade e não o que de fato Jesus pregou.
    Beijos

    wwww.espatulando.com

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    1. Muito obrigada pela visita e pelo carinho! <3
      É interessante que a gente tente sempre conhecer outros lados da moeda, a opinião do outro, porque muitas vezes a gente foca nos nossos pensamentos e quando conhecemos novas opiniões descobrimos outras reflexões e ampliamos nosso saber. Dessa forma somos menos ignorantes, e ter esse despertar em ouvir o outro sem impôr nossos questionamentos é bem apreciável!
      Eu concordo que a Igreja não deveria funcionar como um movimento que vai nos dar algo em troca, como dinheiro ou nossos desejos pessoais. No meu caso eu estava com necessidade espiritual e achava que a minha felicidade precisava disso, como por exemplo as pessoas que falam que "depressão é falta de Jesus", "Jesus ou Deus é capaz de curar todo o vazio do seu coração", entende? Infelizmente igrejas tem se tornado instituições da "prosperidade" e não falam o que Jesus falou, que era simplesmente permitir que as pessoas se arrependessem e viessem a ele em busca da salvação. Li que o "ateísmo" não ajuda em nada e que igrejas fazem bêbado deixar de beber, gente pobre virar rica, e não é isso que Jesus fez, ele nunca curou as pessoas e se gabou por isso: "Nossa, tá vendo como eu sou melhor dos que aqueles que não creem em mim", NUNCA que ele se comportaria como os falsos pastores que vemos nos dias de hoje,
      Eu acho bem legal a ideia dos vídeos, eu ainda fiquei receosa de fazer porque geralmente as pessoas mal interpretam esse assunto e eu teria que estudar e revisar bem.
      Realmente esse assunto é muito extenso, espero que você consiga escrevê-lo bem e informar várias pessoas a respeito.
      Beijos!

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    2. A questão de "o que leva uma pessoa a se tornar agnóstico, gnóstico ou qualquer outra citada é fato de não terem conhecido de fato, Deus" é MUITO controversa.

      Primeiro que uma pessoa gnóstica pode ser crente ou cristã por exemplo, então se uma pessoa é cristã, segundo a sua lógica, ela "não conhece Deus" ou só quem conhece Deus são as pessoas cristãs? Se você é cristã e tem total certeza de que Deus existe você é uma pessoa GNÓSTICA, inclusive. Percebeu a controvérsia?

      Se um agnóstico é um agnóstico porque "não conheceu Deus", de qual deus você está falando? E como você pode afirmar que uma pessoa não conhece Deus? Ela pode ser agnóstica e acreditar em outro deus ou até mesmo no mesmo deus que você acredita. Não faz sentido afirmar que uma pessoa não conhece Deus porque ela não faz parte da sua religião, da mesma forma que não faria sentido uma pessoa de outra religião chegar para você e te dizer que você não conhece Deus, quando há milhares de religiões no mundo e não existe religião ou crença certa.

      Não faz sentido uma religião afirmar que conhece Deus e dizer que as pessoas que se inserem em outras religiões ou crenças não acreditam em Deus ou não o conhecem. Até porque existem milhões e milhões de religiões no mundo e pensar que "apenas a que eu participo tem a visão certa de Deus e conhece realmente a Ele" nunca vai fazer o menor nexo.

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  8. Nossa, Ju, como é engraçado perceber que passei pela mesma coisa na infância - e acredito que com muitas outras pessoas. O engraçado que comigo, rolou um tipo de 'chantagem' pra ir pra igreja e fazer catequese porque no caminho da igreja tinha uma feira e meus pais falavam que se eu fosse na igreja, eu ganhava uns trocados pra comprar figurinhas e pastel/salgadinho kkkk
    Hoje, minha mãe continua sendo católica e meu pai é espírita e mesmo assim eles não entendem minha escolha (mesmo eu tendo alguns tipos de crenças por causa do espiritismo xD).
    Meu noivo foi criado na igreja luterana aqui na Finlândia e a uns dois anos, largou mão da igreja também.
    É uma loucura a falta de respeito que algumas pessoas tem com os outros quando alguém descobre ou comenta sobre a religião. No movimento Escoteiro, os negócios com religião ainda é bem puxado mas alguns grupos estão se adaptando ás novas crenças.
    Adorei a tematica abordada! De verdade!
    A Bela, não a Fera | Youtube A Bela, não a Fera | Fã Page no Facebook

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    1. Também acho surpreendente a forma como as histórias se assemelham! :D
      Mas eu nunca imaginaria uma chantagem tipo a que você teve, rsrsrs, realmente ideal para conquistar uma criança.
      Olhando assim, algumas pessoas podem estranhar o fato de a sua família ter religiões diversas, mas tendo em vista que cada a um é cada um, de minha parte eu não vejo motivos para intrigas ou acepções de pessoas.
      Eu fico muito triste com quem critica as religiões alheias de forma a inferiorizar o outro.
      Fico grata pelos elogios e por você ter gostado! Acredito que pra quem não é agnóstico promoveu uma maior reflexão sobre aquilo em que se acredita.
      Beijos! <3

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  9. Por um lado eu te entendo, sou espirita e já ouvi muitas criticas, muitos já faltaram com respeito. Mas uma coisa eu aprendi: que com religião não se discute!
    Beijos,
    www.hitsdomomento.com

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    1. Não se discute mesmo! Continue firme acreditando no que você acredita!
      Beijo

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  10. Adorei o post, simplesmente adorei! Já tive muita vontade de abordar o assunto no meu blog, porém tenho bastante receio. Sou ateia, sei que a maior parte do meu público tem alguma crença e prefiro manter isso fora dos holofotes, sabe? Sei que ainda há muita discussão sobre essas coisas e discriminação, o que é péssimo. Precisamos saber respeitar as ideias e opiniões dos outros. Não é porque não é igual ao que pensamos, que é errado, né? Eu já me questionei muito sobre isso, também fiz catequese por influência dos meus pais (eles acreditam em Deus, se consideram católicos porém não frequentam mais a igreja), mas com o tempo eu fui perdendo a vontade de ir (que já não era muito grande, rs). Me encontrei sendo feliz sem um Deus, sem uma religião. Sinto que nada do que é pregado - como sexo somente depois do casamento, tatuagem, homossexualidade, masturbação, entre outras coisas que tu citou - se encaixa com os meus pensamentos. Já faz mais de 4 anos que me firmei como ateia e estou feliz com a minha decisão. Acho que todo mundo tem que encontrar aquilo que o faça feliz, acima de tudo, né? E parabéns, amei a estrutura do post <3 Ficou muito bom!

    Beijos.

    www.letrasnagaveta.com

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    1. Pra quem é ateu é ainda mais difícil né? Sentia muito receio de escrever esse post, não porque eu falei algo grave, mas simplesmente por conta de algumas pessoas que pensam que por serem de tal religião estão certas.
      Quem pode afirmar o que é certo ou errado não é mesmo?
      Ontem abri um livro que dizia que o "ateísmo não trouxe nada de bom", que "ninguém nunca esteve feliz ou se recuperou de uma depressão ao se descobrir agnóstico ou ateu" e eu pensei: que absurdo! Da mesma forma que você está muito feliz e realizada sendo ateia eu fiquei bastante feliz ao me descobrir agnóstica e pude descansar em paz. Da mesma forma que há pessoas adeptas de diversas religiões e felizes com o que creem. Que perca de tempo a intolerância religiosa né?!

      Fico feliz que tenha gostado da estrutura do post, até eu mesma me surpreendi. Realmente, um post bem trabalhoso, mas recompensador.
      Beijos <3

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  11. Deus é tudo o que há! já a religião foi inventada pelo homem. Só com essa frase ja da pra perceber onde esta a falha né!? o Homem acredita que precisa da igreja, do templo para se ligar a Deus, e em alguns casos realmente isso ajuda, mas a religião católica e evangélica estão um pouco ultrapassadas no quesito ligação a Deus. Acredito que hoje em dia o mais importante é trabalhar a espiritualidade, compreender a nossa existência e que Deus é um universo, é um todo, e não um ser cheio de poderes. Você está certa em buscar seu caminho, e seguir o que acredita, é isso que nos traz a felicidade, e questionar é o que nos faz crescer e evoluir. parabéns! <3

    garimpomag.com.br

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    1. Realmente, faz sentido! Eu não tinha tanta capacidade de criticar quando mais nova, então me vi obrigada a fazer parte de uma igreja e imitar as pessoas. Mas quando eu presenciei algumas opiniões não pude evitar minhas dúvidas e o mal estar por fazer algo que eu não goste.

      O válido mesmo é como você falou, a relação espiritual sabe. Porque é isso que vai nos fazer bem, e cada pessoa pode mantê-la de diversas formas, não existe a mais certa ou a mais errada, mas a que mais convém a cada um.

      Obrigada pelo apoio <3
      Beijos

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  12. Ju adorei o texto! Adorei a forma como você se expressou e a sua busca por se encontrar em uma religião, ou em algo que te completasse por dentro e te fizesse bem. Fiquei feliz por você quando mencionou que se encontrou como agnóstica teísta. Não pelo fato de ter se enquadrado em algo, mas por ter SE encontrado. Acho que isso é o mais importante. Diferente de você nunca fui uma pessoa religiosa ou que tivesse a necessidade de buscar uma religião para me enquadrar. Acho que em parte porque minha mãe nunca me obrigou a fazer catequese. Ela sempre teve fé em Deus, o resto da minha família também, mas eles sempre frequentavam muito centros espíritas, às vezes iam à igreja. Então, não sei se foi por essa mistura de crenças, ou pelo fato de minha família nunca me obrigar a fazer catequese, que eu nunca precisei de uma religião para me encaixar. Eu tinha fé, e isso bastava para mim. Eu descobri cedo que a Igreja Católica matou muito na idade média, havia o tribunal da santa inquisição que perseguia os hereges, que a bíblia não foi escrita por Deus, mas sim por homens e que sofreu alterações ao longo de séculos, conforme a sociedade e conforme quem escrevia. Então, como eu poderia levar a sério e ao pé da letra algo que levou mil anos para ser escrito, foi escrito e reescrito por diferentes pessoas, cujas primeiras histórias derivam de lendas? Claro que respeito cada religião, as crenças de cada um, contanto que não invada a liberdade do outro, mas acredito muito mais na história e em fatos, porque esses últimos são mais difíceis de serem alterados. Eu por exemplo, como já mencionei, descobri que não precisava de religião para ter fé em algo maior. Com o passar do tempo, depois de muito refletir e ler muito, comecei a me perguntar, por que acredito em Deus? Seria porque alguém me disse que ele existe e eu deveria crer sem questionar? A questão é, do meu ponto de vista, nós cremos em Deus porque alguém nos disse que ele existe e principalmente, porque quando os Portugueses chegaram no Brasil, pregaram a doutrina católica e na crença de um único Deus. Mas e se isso não tivesse acontecido? Será que eu teria as mesmas crenças? Será que meus avós também teriam as mesmas crenças? Foi assim que me descobri como agnóstica ateísta. Eu deixei de acreditar, deixei de rezar e deixei de ter fé nele, porque tenho fé em algo maior: em mim. Eu sou completa sem religião, sem crença e feliz assim. Para mim a religião deixa as pessoas na zona do conforto, ensina elas a crer sem questionar. E isso é algo muito perigoso, porque leva as pessoas a fazerem algo errado crente de que está certo. Quantas pessoas não mataram em nome Deus? Torturam e acharam que estavam fazendo o certo? A igreja católica é a prova disso. Mas, como disse, respeito as crenças de cada um, contanto que não interfira na liberdade do outro. Beijão

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    1. É disso que eu tô falando! Li comentários de que "o que faz uma pessoa a se denominar agnóstica é o fato de ela não ter conhecido realmente Deus" como se fosse algo errado sabe? E a pessoa ser obrigada culturalmente a acreditar em um Deus é certo? E aí gera várias perguntas: qual Deus é o certo? Por que eu deveria acreditar em um como verdade absoluta se existe várias crenças no mundo? Como eu posso afirmar que só a minha é a verdadeira? Muito sem lógica!

      Amei seu ponto de vista e saber que você foi e é capaz de criticar, refletir, questionar... É algo que falta muito nas pessoas! Infelizmente eu tive que me sentir com problemas por não ter uma relação íntima com Deus, de frequentar igrejas e de me sentir bem. Mas aí quando corri atrás tudo fez sentido! E foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida.

      É engraçado e triste ao mesmo tempo porque alguns crentes condenam o ateísmo e o agnosticismo alegando que eles não fazem nenhum bem para as pessoas. E as nossas histórias de plena satisfação não contam? O que dizer de todas essas guerras e conflitos que você mencionou por conta de religião?

      Muito obrigada por explanar sua opinião, com certeza complementou bem o que eu escrevi no post e outras pessoas deveriam ler para abrirem os olhos, talvez.

      Beijos!

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